quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Suspiro.

Há simplesmente
Demasiada gente
Desconhecida a meu sentir,
Das quais não conheço as intenções,
E no entanto sempre a repetir
Festins dentro dos meus portões.

Essa gente
De raça incerta
Com sorrisos ensaiados
Que deixam a maldade coberta,
Invadem o meu espaço
Sem qualquer tipo de embaraço.

Queixam-se e pedem mais
Áqueles que de livre vontade
Lhes alimentam o corpo
Faminto mais de interesse
Que de alimento.

Ainda há aqueles que se acham da casa:
Que dãoa sua opinião,
E tentão corrigir os erros.
Mas é em vão,
Pois nunca serão
Mais que convidados.

Então, enfrentando todo este conflito,
Sinto-me a mais na minha própria casa
E fecho-me atrás das paredes de madeira,
Que, serena e hospedeira,
Encontra o interior amado
E acolhedor
Do meu espaço.

Quando todos sairem,
Abraçarei a minha mãe
E pedir-lhe-ei desculpa por não ter estado presente
No convívio de alma tão ausente,
E abraça-la-ei
E contar-lhe-ei
Que esta fora mais uma noite
Em que preferia
Ir descansar cedo, sem ter que esperar,
Que todos se pusessem a andar.

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