quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Perdão.

Quando erramos
E um coração sai magoado,
Por mais que não queiramos,
O castigo é merecido,
Mas aquele que for punido,
Merece também ser perdoado.

Hoje aprendi que a vida não é só um período de tempo.
Que demora uma vida a crescer;
Que demora uma vida a perceber.
E que na vida é preciso errar,
E quando a vida parar,
Já não há erros para justificar.

Assim espero que me perdoes,
Que tudo volte ao passado,
Que por vingança não me magoes,
Pois o mais esperado pelo meu coração pesado
É ter-te de volta.

O sentimento não era forte,
Mas eu sentia que era para durar
E para lidar com a morte
Deste meu adorar
Preciso do teu abraço
Para me certificar que isto não foi só mais um pedaço
Da minha vida corrente.

Estou no quarto,
Na tua página da web,
E vejo que aqui já não sou homenageada,
Ou até desejada,
Que fui despejada
Por esse teu coração justo.

Agora vejo que a justiça é dura
E que o criminoso sofre friamente.
Que a verdade é crua
E que a tua mente
Jamais será capaz de me aceitar
Nesse teu lugar.

Que posso mais fazer?
Eu ligo, tu não atendes.
Eu imploro, tu não entendes.
Eu choro, tu não te arrependes
Da dor que me causas.

Quero que este poema não mais acabe,
Já que o vazio no meu peito
É infinito também.

Penso que se me fosses indiferente
Não me esforçaria por nós.
Mas de repente apercebi-me que o mundo é cinzento
Se me mim for esente
O teu carinho,
O teu toque,
O teu abraço.

Se me for negado o teu amor
O futuro fecha-se
E as promessas outrora prometidas
Vêm-se perdidas num vazio de espectativas.

Espero assim que alguém ouça o meu desabafo.
Creio que isto não resolve o que criei,
Mas não posso dizer que não tentei.

Março de 2010.

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